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Ética e independência na defesa de Jandira e região.
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A Crise no Futebol de Barueri  

A mudança do Grêmio Barueri para Presidente Prudente revoltou os torcedores. “Vou passar a torcer contra”, garante Laércio de Andrade, fundador e presidente da torcida organizada Loucos de Barueri, que não vai mais apoiar o time.

“Não é fácil acompanhar a equipe desde o início e de repente ela ir embora desse jeito, faltou respeito com a torcida, com a cidade”, lamenta “Torcemos desde o começo e, agora que o time chega à elite, vai embora, é muito ruim”, protesta o designer gráfico Cristovão Hernandes, o Marinheiro, um dos torcedores mais conhecidos.

Os boatos de que o clube mudaria devido ao racha da diretoria com o prefeito Rubens Furlan (PMDB) vinham desde o ano passado e foram confirmados este mês.

O time passa a treinar e jogar em Presidente Prudente, interior do estado. Na cidade, se prepara para o Paulistão chamado apenas de Grêmio pela prefeitura local e já tem até uma pequena torcida organizada.

A equipe disputa o estadual como Grêmio Barueri, já que expirou o prazo para mudanças na FPF. Depois, deve passar a se chamar Grêmio Prudentino. A FPF permite a mudança de sede e nome. A CBF ainda não se manifestou.

Racha
O racha entre a diretoria e Furlan começou com a transformação do clube em empresa, pelo grupo do atual presidente licenciado, Walter Sanches.

O Ministério Público pedia o fim da relação do clube com a administração municipal – que bancou a ascensão meteórica. Sanches então tirou o time da organização social Grêmio Recreativo Barueri – ligada à prefeitura – e o transformou na empresa Grêmio Barueri Futebol LTDA.

A prefeitura defendia que, ao invés de empresa, com dono (Sanches), o Grêmio Barueri se tornasse uma associação, como os grandes do estado. “Transformaram um clube que era público numa empresa privada”, protestou o secretário de Esportes, José Calil, em entrevista recente.

Antes de a mudança se confirmar, no mês passado a diretoria emitiu nota dizendo que o clube gostaria de permanecer na cidade, mas a prefeitura não oferecia condições, adotando medidas como dificultar as locações da Arena Barueri e do Centro de Treinamento.



S. C. Barueri
Desde outubro, a prefeitura vem apoiando a formação de um novo clube, por empresários da cidade. É o Sport Club Barueri, que deve disputar a Quarta Divisão estadual este ano. “Agora é torcer para este time dar certo”, diz Andrade.



“Elefante branco”
Sem time profissional na cidade, a Arena Barueri pode virar um grande “elefante branco”. Até a finalização, a obra deve custar R$ 170 milhões segundo a prefeitura – R$ 350 milhões, de acordo com os críticos.
Com o Grêmio Barueri, o estádio teve uma das piores médias de público e arrecadação do último Brasileirão. Sem o clube, o estádio deve ser usado esporadicamente por outros clubes ou em eventos.
Com o Morumbi reservado para shows neste início de ano, o São Paulo vai mandar três jogos na Arena Barueri: contra Paulista, São Caetano e Santos.

Fonte: Visão Oeste

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G.R. Barueri na Série A  

Parabéns ao G. R. Barueri, que em 2009 irá participar da série A( primeira divisão do Campeonato Brasileiro).


O clube, que já participa da elite do futebol paulista, conseguiu o acesso no último Sábado ao vencer o América/RN na Arena Barueri por 3 x 0.

Com certeza, um feito importante para o desenvolvimento do esporte na região da Grande São Paulo.

Parabéns a todos os jogadores e comissão técnica!


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Barueri-Eleições 2008:Entrevista com Jaques Munhoz  

O advogado, ex-vereador e candidato à prefeitura de Barueri Jaques Munhoz (PDT) foi vice do atual prefeito Rubens Furlan (PMDB), com quem rompeu. Ele diz que iniciou a militância jovem porque o pai foi sindicalista e militante do Partido Comunista.

Nesta entrevista, Munhoz explica por que deixou a cadeira de vice do atual prefeito: “Parece que ele [Furlan] se perdeu dentro do poder, dentro da ganância do poder”.

Visão OestePor que o senhor rompeu com Rubens Furlan?

Jaques Munhoz – O Furlan não tem, hoje, projeto para habitação, para saúde, para educação. Ele não tem um projeto para o transporte, para o município, que hoje é o segundo PIB do Estado e a sétima cidade de arrecadação. Não é possível que uma pessoa que tinha a experiência que ele teve – ele tem o mérito dele, eu não posso tirar –, não é possível que, por exemplo, ele assuma nos últimos quatro anos que o único projeto que tem é de querer ser governador, fazer a filha deputada federal, o irmão vereador, o outro irmão secretário, a outra irmã assessora. Parece que ele se perdeu dentro do poder. Porque senão, por que fazer um estádio de futebol? Pra que você passar, por exemplo, pro GRB, que é uma ONG, R$ 14 milhões, no ano passado?

O senhor já disse que pretende cortar verbas destinadas ao GRB. A cidade não tem que ter um clube de expressão nacional?

Não existe projeto para o esporte. Não é possível que você coloque uma ONG para administrar uma parte do esporte da cidade se tem a Secretaria de Esporte. É disfarçar para fortalecer um time de futebol profissional. Eu não vou cortar a verba do GRB, vou cortar a verba da ONG GRB. Organização não-governamental, ela não vive sem verba governamental? Nós vamos ter um projeto de esporte muito bonito, que vai ser feito nas escolas.

E sobre a cidade ter um clube de expressão nacional?

A cidade não tem um clube de expressão nacional, ela tem uma ONG de expressão nacional, o GRB. Que privilegia 11, ou 12, ou 15, uma casta de jogadores profissionais, diretores e tudo mais. Eu pergunto: se você é o prefeito de Barueri, você deixa 5 mil famílias desempregadas ou prefere um time de expressão nacional, que não agrega nada e só gera despesa? A projeção de gasto do estádio é de R$ 300 milhões. Na primeira fase, está atingindo R$ 120 milhões, que hoje são, nada mais, nada menos, que seis mil apartamentos para pessoas que não têm onde morar. Por isso, não é interessante para a cidade ter um time de expressão nacional. A cidade não é dele [Furlan], a cidade é do povo.

Se o senhor for eleito, pretende finalizar o Arena?

Nós não podemos desmanchar o Arena, que é uma obra já feita, a custa de muito sacrifício. O Arena vai fazer parte de um projeto que envolve o esporte, a educação e a cultura.

Quais são suas principais propostas para a cidade?

Vamos virar a administração para o bairro, criar centros administrativos de bairro, colocar um aparelhamento, um prédio, que não precisa ser grande, interligado por informática, como o Ganha Tempo Central, com todos os departamentos da prefeitura. Vamos descentralizar a administração, transformar esse tipo de união em polícia comunitária. O policial só vai trabalhar naquele bairro, é um policial amigo do cidadão, vai conhecer todas as ruas, todos os comerciantes. Nossa escola vai ser no estilo CEU. Vou transformar todos os postos de saúde de Barueri em policlínica. Hoje você demora um ano para fazer um exame, não existe uma política de medicina para mulher, uma diretriz da saúde para atender a criança. Vamos transferir isso para o bairro.

Moradores de outras cidades não serão atendidos em Barueri?

As policlínicas não vão atender ninguém de fora, só do bairro. Se o cara vem de Carapicuíba, Sorocaba, Itapevi, ele vai ter um departamento no pronto-socorro de Barueri. Se a fila for daqui até os Estados Unidos, até a Bahia, até São Paulo, não é problema nosso.

Por que há quem considere Furlan imbatível nas urnas?

Ele tem o mérito dele em um determinado momento da história de Barueri. Aliado a tudo isso, é um homem inteligente, um político ardiloso. Mas ele não é imbatível.

Fonte:Visão Oeste

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